sábado, 15 de dezembro de 2007

Porque não dar mais uma alfinetada? Você já foi às compras?...Brincadeirinha.

Neste Natal

Tenho que lhe revelar
Que neste natal, mudei
E não poderei rir com você
Em volta de uma mesa farta.
Quando notar meu lugar
Vazio à mesa, neste natal
Tente me desculpar e entender.

Tenho que lhe revelar
Que neste natal, encontrei
Novos e bons companheiros
Que não se vestem como você
Nem usam os mesmos perfumes
Não me oferecem flores delicadas
Mas semeiam em minha alma...

Tenho que lhe revelar
Que neste natal, acordei
E estarei ocupada
Não distribuindo pães, doces
Ou brinquedos para pagar promessa
Más, muito além disso, muito mesmo
Estarei percorrendo novos caminhos...

Tenho que lhe revelar
Que neste natal, cansei
Do esquecer das circunstâncias
E resolvi juntar forças aos sobreviventes
E estarei dividindo meus sonhos
E com coragem, compartilhando
Minha profunda e teimosa esperança.

Maria Inês Marinho Marques.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Este Natal, te que ser o melhor de todos...

Um Natal Feliz de Fato!

Não sei você...
Más eu só terei um Natal Feliz
Se eu fizer companhia
Para os que estão na solidão
Se conseguir despertar sorrisos
Naqueles que se encontram tristes
Se eu levar o pão
Aqueles que tem fome.

Não sei você...
Más eu,só terei um Natal Feliz
Se conseguir despertar um pouco de fé
Naqueles que não acreditam mais
Se eu levar esperança
Aquele que se sente abandonado
Se eu segurar com carinho
As mãos de uma criança com medo.

Não sei você...
Más eu,só terei um Natal Feliz
Se eu abraçar com doçura
Uma criança abandonada
Se eu embalar o sono
De uma criança que chora
Se eu me sentir útil e querida
Entre aqueles excluídos que sofrem.

Não sei você...
Más eu, só assim
Terei um Natal Feliz de Fato!
E por Deus...
Espero que você pense e resolva
Ter um Natal Feliz de Fato!

Maria Inês Marinho Marques.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

A TÃO SONHADA PAZ, JÁ É NOSSA.

Preserve sua paz!

Algumas pessoas, às vezes
Tentam tirar a sua paz
Com gestos ou palavras desagradáveis
E profundos olhares de reprovação.

Mas isso é externo
Não nasceu em você
E não faz parte de você.
Pertence a elas.
E elas trazem para você
Como se fosse um presente
Cabe a você, recusar
Fique firme, não aceite.
Nada, nem ninguém
Pode tirar sua paz,
A não ser que você permita.

E essas pessoas pobres,
São verdadeiros pobres
Prosseguem seus caminhos
Carregando seu fardo
De amarguras e decepções.
Arrastam-se por aí,
Pesadas, infelizes, sofrendo
Com suas culpas e medos.
É o que elas merecem.

Agora, você...
Ah! Você não,
Você sabe viver
Continue, prossiga,
Confiante e em paz.
Sua bagagem é leve
Longe de ser um fardo.
Pois não carrega peso dos outros.

Sua companheira: a Paz.
Esta mora em seu peito.
Você não precisa lutar por ela
Você simplesmente Pertence a ela.
Só lhe resta, agradecer a Deus
E prometer conservá-la
Com suavidade.
Como as palmeiras que se dobram
Docemente aos ventos
Sem luta ou esforço
Com grande tranqüilidade.

Sinta que a paz cresceu
E transborda em você.
É exatamente aí
Que se inicia a Paz no mundo.
Acredite! E distribua,
Espalhando o quanto possa.

Maria Inês Marinho Marques.


sexta-feira, 2 de novembro de 2007

JÁ QUE VC TOCOU NO ASSUNTO, FALO ...

Quando meu mundo caiu...
Quando me senti só, sozinha, pouco, insuficiente
Quando morri mesmo
Me senti abortada, indefesa
Morri espancada
Consciente de que eu mesma permiti,
Por medo, falta de atitude, falta de forças

Aprendi a odiar, aprendi a querer vingança
Aprendi a bater, e isso foi muito bom
Más tudo isso, não me pertencia, então
Devolvi todo ódio que não me pertencia
Devolvi rancores, violência, ignorância.
Tudo isso não me pertencia,
Más aprendi a lidar com tudo isto.

Bater de cara com a verdade, com o fracasso
Com a decepção...
Isso me fortaleceu, me preparou para a vida.
Sofri, como sofrem todos aqueles
Que não se preparam para a vida
Como guerreiros, de força, e luz.

Más, ressuscitei ao terceiro dia, ou mês não sei, perdi a noção!
Ressurgi das cinzas, eu e Deus.
Cinzas, servem de adubo, dão força.
Tem gente que faz uma limonada de um limão.
Eu usei minhas cinzas, para fortalecer-me.

Hoje, construo uma nova vida,
Eu decido, não temo, eu posso
Aliás, tudo posso, naquele que me fortalece!
Naquele Deus, sublime e ao mesmo tempo poderoso
Que mora em meu peito.
Que comanda minha vida

Me faz acreditar, que eu, só eu mesma
Sou responsável por minha felicidade
Quando me harmonizo comigo mesma
Com minha realidade, e com as pessoas que me rodeiam.
Hoje, amo a vida!Muito mais que antes, sem casulo
Sem biombos, sem cortinas, sem sombras.
Amo com gratidão cada manhã que me recebe
Com cumplicidade.
O hoje, já é uma benção.
Maria Inês Marinho Marques.

domingo, 14 de outubro de 2007

PRECISO DA DANADA DA POESIA PARA VIVER.

Como viver um novo amor sem poesia?

Não tem como separar
Poesia é amor.
E ela, essa danada
Me abandonou.
Estou sem fala.
Começo a sentir algo bom,
Más não compreendo.
Não consigo organizar
Meus pensamentos.
Sofro, ainda.
Meu espírito e
Minha alma
Estão inquietos.

Senhor, meu Deus
Procuro e não encontro
Onde ela se escondeu?
Minha vida perdeu
O brilho, a cor
O entusiasmo e o sabor.
Preciso encontrá-la
Já procurei nas flores.
Nas crianças e na oração.
Más não me canso
Sinto um a gota de amor.
Sinto um início de calor.
E um resquício de paz.
É a esperança voltando.
Quero minha poesia de volta.
Gritei, chorei,
Mais longe ela ficou
Me contive e implorei,
Por favor...
Por favor...
Preciso das rimas
Dos versos, da paixão
Utopia e ritmo,
Perdida me sinto.
Maria Inês Marinho Marques.


LAMENTAÇÃO É LIXO!!!

A poesia é minha vida
E isso é muito sério.
Procurei minha amiga
A loucura me cercando,
Não vou contar que ela
É psiquiatra.

Esta minha amiga
Me mandou escrever.
Respondi que estava triste
E que não queria, de forma alguma
Imortalizar essa sensação.
Ninguém gostaria
De ler sobre sofrimentos.
Lamentação é lixo.

Ela me respondeu
Que o mundo
Precisa de poesia e paz.
Más que neste momento
Eu não posso oferecer isso.
Que tenho que escrever
Para mim mesma
Como sempre fiz
Para refletir e aprender.
Ler, sofrer, novamente,
Necessário se faz
Reviver esses momentos
Tudo bem analisado
Trará grandes ensinamentos.
E que não devo escrever
Pensando em quem irá ler
Más sim no meu coração.
Deixar fluir a emoção.

Silêncio, dia, após dia. Abandonei a luta. Desisti...
Me recolhi ao vazio de minha alma triste, mergulhei...
Não mais pensei...
Maria Inês Marinho Marques.

UM SÓ PEDIDO.

Súplica:
Sou metódica
Alguns dias depois
Implorei com calma
Bem devagar
Falando baixinho:

_Minha poesia,
Vem minha querida
Vem banhar-me
Com a luz da lua
A lua cheia de paixão
Não aceito outra.
Vem transformar
Meu olhar, meus gestos
Meu sentir e meu ritmo.

_Vem minha querida
Vem transformar
Meus movimentos
Em suaves gestos
E um caminhar
Com graça e alegria sincera.

Vem, por favor,
Dar uma nova música
Para meus dias.
Maria Inês Marinho Marques.

ME SINTO DISTANTE DE DEUS.

Inspiro
E
Espiro
Devagar
Pura poesia
Na esperança
Que ela
Me inspire.

Inspiro e
Espiro
Lentamente
Num esforço enorme
Para encontrar
Novamente
Minha inspiração
Sagrada
Pela vida.
Sinto que estou diminuindo
Talvez morrendo,
Sem “ela”
Me sinto sem ar,
Sem água, sem luz
Sem benção,
Mirrando...
M.I.M.M.

ESCREVER MANTÉM MEU RESPIRAR, SUAVIZA MEU RÍTMO.

Amo escrever!
Expressar sensações
Às vezes, confusas
Em linhas incertas
Intrigar
Formando pontes
Bem concretas
Para o imaginário
Percorrer com segurança
Sem medo, com liberdade.

Como quem voa
Entre poesias
Sentindo-as como
Um enorme campo
Misterioso e sedutor.